Publication Date: 15/10/2025
Estudantes da Licenciatura em Engenharia Civil visitam obras de requalificação da Residência Universitária
No passado dia 2 de outubro, os estudantes do 1º ano da Licenciatura em Engenharia Civil, acompanhados da docente auxiliar convidada Deesy Gomes Pinto Correia, do Departamento de Engenharia Civil e Geologia, visitaram a fase final da obra (pequenos acabamentos) que foi realizada, no edifício da Residência Universitária Nossa Senhora das Vitórias, sito na Rua de Santa Maria 253 e que é propriedade da Universidade da Madeira (UMa). Note-se que este edifício foi intervencionado para ir ao encontro das exigências mencionadas na Portaria n.º 35-A/2022 de 14 de janeiro que aprovou as normas técnicas que definem as condições de instalação e funcionamento a que devem obedecer os alojamentos para estudantes do ensino superior.
Neste sentido fez se necessário melhorar a eficiência energética do edifício, contribuindo para a redução do consumo de combustíveis fósseis. Para tal, o seu exterior e interior foram adaptados para proporcionar, condições satisfatórias de conforto térmico e de qualidade do ar interior, tendo em conta o número e as exigências específicas dos ocupantes, dos materiais de construção e o normal funcionamento dos equipamentos nele instalados. Os edifícios destinados a ser utilizados como residências universitárias devem satisfazer a regulamentação nacional aplicável, nomeadamente o Decreto-Lei n.º 101 -D/2020, de 7 de dezembro, na sua redação atual, que estabelece os requisitos aplicáveis a edifícios para a melhoria do seu desempenho energético e regula o Sistema de Certificação Energética de Edifícios. As residências universitárias são classificadas como edifícios de comércio e serviços. Nos quartos e nos estúdios, fez-se necessário a determinação do caudal mínimo de ar novo em função da carga poluente devida à ocupação. As Kitchenettes foram dotadas de fogões com exaustão mecânica com várias renovações de ar por dia. Os equipamentos consumidores de energia agora existentes apresentam etiquetagem energética da classe de eficiência energética mais elevadas, classes A ou B. Os problemas que existiam ao nível das infiltrações de água devidas às bases de duche foram agora tratadas, assim como os envidraçados foram todos substituídos por envidraçados de vidro duplo, certificados e com corte térmico e com melhor acuidade acústica. No exterior aplicou-se isolamento térmico pelo exterior (ETICS). As luminárias foram devidamente substituídas por outras mais eficientes e de menor gasto energético (LEDs). A rede hídrica e de combate a incêndios foram também devidamente atualizadas. A obra termina já no próximo dia 30 de outubro e nesta fase, estão somente a faltar, a instalação dos restantes painéis fotovoltaicos que irão proporcionar uma elevada independência ao gás (fonte fóssil) que servia as caldeiras antigas. O edifício agora mais sustentável disponibiliza 209 camas.
Já no passado dia 9 de outubro, o mesmo grupo de alunos, acompanhados da mesma docente visitaram o edifício onde surgirá, uma outra residência universitária, na Rua da Carreira onde estão a ocorrer as obras de reabilitação/requalificação até janeiro de 2026, no antigo edifício onde funcionou o curso de Belas-Artes e Design. Note-se que este edifício do século XVIII (aproximadamente 200 anos de existência) está localizado na Zona Histórica do Funchal e está integrado na Área de Reabilitação Urbana do Centro Histórico da Sé. Como tal, existiram requisitos a respeitar aquando da execução do projeto de reabilitação/requalificação, nomeadamente: manter o aspeto exterior das fachadas da envolvente, manter ao máximo possível as carpintarias existentes nos vão envidraçados e as que não estavam em condições para serem reabilitadas foram replicadas considerando o formato original, assim como os tetos guarnecidos com sancas em gesso que estão a ser alvo de restauro e a famosa calçada madeirense presente e preservada no pátio que dá acesso à futura zona de convívio. A futura residência universitária será um edifício acessível a alunos com necessidades motoras especiais, pois será munido de um elevador e de uma plataforma elevatória (salvaguardando a diferença de cota existente entre o arruamento exterior e a entrada principal do edifício intervencionado). Na fase de projeto, também foram considerados quer a portaria como o decreto-lei referidos anteriormente. Como tal, no exterior foi aplicada cortiça projetada e interiormente foram colocadas placas de isolamento de lã de rocha entre as placas de gesso cartonado hidrófugo ou entre as placas de gesso resistentes ao fogo também instaladas. A estrutura de suporte da cobertura foi literalmente renovada, estrutura em pedra foi reforçada com pilares e vigas de aço e inicialmente pretendia-se alcançar uma classe energética mínima de C, mas no final da obra com algumas alterações que foram necessárias fazer, a classe energética após a intervenção poderá chegar a B. Apesar de se terem mantido as portadas em madeira, os vidros dos vãos envidraçados foram substituídos por vidros com espessuras de 6 mm. Mais próximo do final da obra serão instalados painéis fotovoltaicos de forma a tornar o edifício mais autónomo do combustível fóssil e proporcionando mais sustentabilidade, ao mesmo. A futura residência universitária será dotada de 10 estúdios para ocupação dupla e 5 estúdios para ocupação simples/singular.
Ambas as visitas de estudo foram guiadas pelo responsável pela Direção de Serviço de Infraestruturas e Construções da UMa, Sr. Arquiteto Ricardo Câmara, que apresentou, in situ, todas as alterações realizadas e esclareceu as várias dúvidas que os alunos apresentaram.
É de salientar que estas intervenções decorrem da implementação do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior (PNAES), uma iniciativa conjunta das áreas governativas da Presidência e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. O projeto está a ser financiado pela Agência Nacional Erasmus+ Educação e Formação, ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Este tipo de oportunidade é crucial pois, os estudantes conseguem visualizar “in situ” alguns dos conceitos teóricos explicados em sala de aula, nas aulas teóricas. Estas visitam ocorreram, no âmbito das aulas teórico práticas da Unidade Curricular em Introdução à Engenharia Civil do 1º ano da Licenciatura em Engenharia Civil.
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