Disciplina: Intervenção Comunitária

Área Científica:

Educação

HORAS CONTACTO:

126 Horas

NÚMERO DE ECTS:

15 ECTS

IDIOMA:

Português

Objetivos Gerais:

1. Compreender as bases do enquadramento da Intervenção Comunitária.

2. Reconhecer e compreender o potencial da perspetiva psicológica e sociológica na Intervenção Comunitária.

3. Compreender o potencial da Conceção Antropológica de Freire para a Intervenção e Desenvolvimento Comunitários.

4. (Des)construir um Perfil Comunitário e através dele um Projeto de Intervenção.

5. Entender o potencial da Intervenção Comunitária nas políticas de desenvolvimento local.

6. Desvelar a Participação dos cidadãos e das cidadãs do território como um direito e um dever que subsiste à mudança social.

7. Utilizar o Portefólio como instrumento pedagógico e de avaliação.

Conteúdos / Programa:

  1.  A Intervenção Comunitária na perspetiva psicológica e sociológica da ação.
  2.  A Conceção Antropológica de Paulo Freire e o empoderamento dos projetos de Intervenção e Participação Comunitários/Locais.

          2.1. A participação cidadã como fator de transformação social, comunitária e de desenvolvimento local.

        3.      As especificidades da Investigação-Ação (Participativa) na (des)construção de Projetos de Intervenção e Participação Locais.

       3.1.   A Metodologia Participativa de Projeto.

        4.      Os ofícios da Intervenção Comunitária.

        5.     A Liderança e os Climas Organizacionais. Os seus impactos nos processos participativos

        6. Cidades Educadoras: contextos socioeducativos e comunitários.

        7.      O portefólio como instrumento de aprendizagem e avaliação: definição; finalidades; objetivos; pressupostos, vantagens e desvantagens; construção / operacionalização; critérios de avaliação.

 

Bibliografia / Fontes de Informação:

Banks, Sarah, & Nohr, Kirsten. (Eds.). (2008). Ética Prática para as Profissões do Trabalho Social. Porto: Porto Editora.

Banks, Sarah. (2008). Utilização de diários como encorajamento à reflexão ética durante o estágio. In Sarah Banks & Kirsten Nohr (Eds.), Ética Prática para as Profissões do Trabalho Social (pp. 59-70). Porto: Porto Editora.

Barros, Rita. (2013). Educação de Adultos. Conceitos, processos e marcos históricos. Da globalização ao contexto português. Lisboa: Instituto Piaget.

Carapeto, Carlos., & Fonseca, Fátima. (2006). Administração Pública. Modernização, Qualidade e Inovação (2.ª edição). Lisboa: Edições Sílabo.

Carvalho, Alberto Dias & Baptista, Isabel. (2004). Educação Social. Fundamentos e estratégias. Porto: Porto Editora.

Fraga, Nuno & Correia, Cristina. (2013). O Projeto ?Eu Participo?. Revista Internacional de Educación para la Justicia Social, 2(1), 93-118.

Freire, Paulo. (1997). Política e Educação (3.ª edição). São Paulo: Editora Cortez.

Freire, Paulo. (2010). Pedagogia do Oprimido (49.ª edição). Rio de Janeiro: Paz e Terra.

Goleman, Daniel., Boyatzis, Richard., & McKee, Anne. (2007). Os novos líderes. A inteligência emocional nas organizações (3.ª  edição). Lisboa: Gradiva.

Gómez, José., Freitas, Orlando., & Callejas, Germán. (2007). Educação e desenvolvimento local. Perspetivas pedagógicas e sociais da sustentabilidade. Porto: Profedições.

Guerra, Isabel. (2002). Fundamentos e processos de uma Sociologia de Ação (2.ª edição). Estoril: Principia.

Guerra, Isabel. (2006). Participação e ação coletiva. Interesses, Conflitos e Consensos. Estoril: Principia.

Menezes, Isabel. (2010). Intervenção Comunitária: uma Perspetiva Psicológica (2.ª edição). Porto: Livpic / Legis Editora.

Máximo-Esteves, Lídia. (2008). Visão Panorâmica da Investigação-Acção. Porto: Porto Editora.

Oliveira, Clara, Paulo, João, & Antunes, Maria. (Eds.). (1999). Educação de Adultos e Intervenção Comunitária. Braga: Instituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho.

Robertis, Cristina. (2011). Metodologia da Intervenção em Trabalho Social. Porto: Porto Editora.

Serrano, Gloria. (2008). Elaboração de Projetos Sociais. Casos Práticos. Porto: Porto Editora.

Trilla, Jaume. (Ed.). (2004). Animação Sociocultural. Teoria, Programa e Âmbitos. Lisboa: Instituto Piaget.

Villar, Maria. (2007). A cidade educadora. Nova perspetiva de organização e intervenção municipal (2.ª edição). Lisboa: Instituto Piaget.

 

Outras Fontes Bibliográficas / Documentos de Apoio

Berger, Peter., & Luckmann, Thomas. (2010). A construção social da realidade (3.ª edição). Lisboa: Dinalivro.

Canário, Rui. (Ed.). (2007). Educação Popular e Movimentos Sociais. Lisboa: Educa.

Fullan, Michael. (2003). Liderar numa cultura de mudança. Porto: Edições ASA.

Innerarity, Daniel. (2010). O novo espaço público. Lisboa: Teorema.

Ketele, Jean Marie., Chastrette, Maurice., Cros, Danièle., Mettelin, Pierre., & Thomas, Jacques. (Eds.). (1994). Guia do Formador. Lisboa: Instituto Piaget.

Morin, Edgar. (2010). Para onde vai o mundo?. Petrópolis: Editora Vozes.

Morin, Edgar., Motta, Raúl., & Ciurana, Émilio-Roger. (Eds.). (2004). Educar para a era planetária. O pensamento complexo como método de aprendizagem no erro e na incerteza humanos. Lisboa: Instituto Piaget.

Moscovici, Serge. (2003). Representações Sociais. Investigações em Psicologia Social. Petrópolis: Editora Vozes.

Métodos e Critérios de Avaliação:

1. A construção de um Portefólio como Roteiro da Intervenção

1.1. O Portefólio é um trabalho escrito realizado pelo par pedagógico a ser entregue em papel e submetido por correio eletrónico em formato .DOC, com um máximo de 40 páginas A4 (a um espaço e meio e em Times New Roman 12, margens normais de 3 cm à direita e à esquerda e 2,5 cm em cima e em baixo, excluindo capa, resumo, índice, referências, anexos e apêndices).

O Portefólio é obrigatoriamente acompanhado de:

- um resumo até 300 palavras, em português e de outro até 300 palavras em inglês;

- um conjunto de até 6 palavras-chave, em português e de outro conjunto de até 6 palavras-chave em inglês.

1.2. O portfólio terá como modelo orientador a proposta de trabalho disponível no Anexo 3 do presente programa da UC. Todavia, é fundamental que os Alunos compreendam que neste tipo de planeamento não existem regras fixas e que a flexibilidade da intervenção propícia a (des)construção de modelos com etapas e conteúdos muito próprios e/ou específicos, dependentes dos núcleos de estágio de acolhimento. A obra de referência para o enquadramento teórico de grande parte dos conteúdos do Portefólio deverá seguir o exposto por Isabel Carvalho Guerra em Fundamentos e Processos de uma Sociologia de Ação (2002).

1.3. Serão, certamente, ferramentas de apoio à construção do Portefólio, a Análise SWOT e a ferramenta de gestão da melhoria conhecida por 5W2H (what, who, where, when, why, how, how much). (Cf. Carapeto & Fonseca, 2006).

1.4. As referências (bibliografia) e as citações deverão seguir as Normas APA. (Cf. http://www.apastyle.org/).

1.5. Reflexão crítica individual da experiência de estágio: Como sugestão para a Reflexão Crítica durante o estágio recomenda-se, por exemplo, a opção pela utilização das Reflexões Mensais, assente no conceito de profissional reflexivo ou de ?prático reflexivo? (Banks, 2008, pp. 59-70).

 

?Portfólios são documentos personalizados do percurso de aprendizagem, são ricos e contextualizados. Contêm documentação organizada com propósito específico que claramente demonstra conhecimentos, capacidades, disposições e desempenhos específicos alcançados durante um período. Os Portfolios representam ligações estabelecidas entre acções e crenças, pensamento e acção, provas e critérios.

São um meio de reflexão que possibilita a construção de sentido, torna o processo de aprendizagem transparente e a aprendizagem visível, cristaliza perspectivas e antecipa direcções futuras.? (Jones & Shelton, 2006, pp. 18-19)

Em conformidade, o portefólio deve ser construído ao longo do trajeto desta Unidade Curricular, estabelecendo-se prazos obrigatórios, a combinar com os docentes, para a apresentação sistemática do seu conteúdo durante os encontros tutoriais.

2. Defesa Pública do Portefólio:

2.1. A apresentação pública do Portefólio é realizada pelo par pedagógico e não deverá ultrapassar os 20 minutos. Os Alunos deverão apresentar os principais itens do Portefólio, como por exemplo, uma nota breve de enquadramento da Instituição e/ou Serviço onde realizou o seu estágio, o problema e diagnóstico alvo da sua intervenção, os objetivos do Projeto, as estratégias desenvolvidas (as principais), programação geral das atividades (ex. calendarização, metodologia), resultados da avaliação, breve reflexão crítica da experiência de estágio.

2.2. A apresentação deverá ser realizada em PowerPoint ou Prezi, sendo obrigatória a entrega de uma cópia do conteúdo a apresentar antes da exposição ao público. As citações e referências deverão seguir o modelo das Normas APA.

3. Nota do Estágio (Prática em contexto laboral):

3.1. Da responsabilidade do orientador do estágio e dos coordenadores científicos da UC, a nota resultará da análise aos Descritores de Dublin[1], centrando-se na análise das seguintes competências, (elencadas detalhadamente no Anexo 2):

  • ?Competências instrumentais: capacidades cognitivas, metodológicas, tecnológicas e linguísticas.
  • Competências interpessoais: capacidades individuais tais como as competências sociais (interação social e cooperação).
  • Competências sistémicas: capacidades e competências relacionadas ao sistema na sua totalidade (combinação da compreensão, da sensibilidade e conhecimento que permitem ao indivíduo ver como as partes de um todo se relacionam e se agrupam).? (Cf. DGES).

 

  • A estas competências acrescem outras relevantes e particulares ao exercício das funções do estagiário, bem como um campo de observações onde o orientador poderá complementar a sua análise. Em conjunto, estes indicadores são suporte à avaliação quantitativa da componente de estágio.

Contemplará uma breve descrição (fundamentação) qualitativa da prática do estagiário, com um conjunto de observações que o orientador considere pertinentes e justificadores da nota de estágio a atribuir. Face ao exposto será indicado, quantitativamente (de 0 a 20 valores) a nota do Aluno no seu estágio.



[1] Cf. http://www.dges.mctes.pt/DGES/pt/Estudantes/Processo+de+Bolonha/Objetivos/Descritores+Dublin/