Disciplina: Iniciação à Prática profissional IV

Área Científica:

Iniciação à Prática Profissional

HORAS CONTACTO:

43 Horas

NÚMERO DE ECTS:

3 ECTS

IDIOMA:

Português

Objetivos Gerais:

. Conhecer a organização curricular do 1º Ciclo do Ensino Básico

. Conhecer a matriz curricular e os documentos normativos dos 3º e 4º anos de escolaridade do 1º CEB

. Conhecer as características das comunidades e contextos institucionais do 1º CEB

. Conhecer as dinâmicas e especificidades do trabalho pedagógico neste nível de ensino

. Refletir sobre a profissionalidade do docente do 1º ciclo.

. Conhecer dinâmicas de trabalho conducentes a aprendizagens significativas no contexto do 1º ciclo do ensino básico.

. Desenvolver competências de observação, planeamento da intervenção pedagógica e de avaliação.

. Conhecer estratégias adequadas de gestão e organização de sala de aula, privilegiando a pedagogia diferenciada.

. Desenvolver competências relacionais e comunicativas com os intervenientes da ação educativa, promovendo um trabalho partilhado, em equipa.

. Desenvolver competências de reflexão crítica sobre a prática profissional e outros aspetos relacionados com a educação.

. Explorar dispositivos de avaliação das aprendizagens dos alunos.

Conteúdos / Programa:

CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS

1.Análise da Organização Curricular dos 3º e 4ºanos de escolaridade do 1º CEB: Matriz curricular e Metas curriculares e Programas

2.Análise de documentos de apoio acerca das aprendizagens curriculares

2.1  Suporte legal subjacente ao 1.º CEB e ao desempenho docente neste nível de ensino (legislação nacional e regional)

3.Organização e Gestão da sala de aula

3.1 Estratégias de intervenção com alunos no âmbito da sala de aula: natureza das tarefas/atividades e situações de aprendizagem

3.2  Pedagogia diferenciada: conceções de ensino e de aprendizagem subjacentes

3.3  Aprendizagem cooperativa e clima social

3.4  Gestão dos espaços e recursos

3.5  Avaliação das aprendizagens na regulação do processo de ensino-aprendizagem

4.Observação de contextos pedagógicos em turmas do 1º CEB

4.1 Construção de guiões de observação da ação pedagógica

4.2  Análise e interpretação dos dados recolhidos pelas observações

4.3  Análise reflexiva e fundamentada sobre os contextos observados.

5.Diário e registos: uma abordagem reflexiva da prática como ferramenta de desenvolvimento profissional

 

 

PROPOSTAS DE ACÇÃO

 

- Clarificação de conceitos;

- Leitura e análise de textos;

- Reflexão sobre os conteúdos programáticos em grande e pequeno grupo ou a pares.

- Planificação de observações;

- Intervenção educativa em escolas do 1º ciclo;

- Debates e comunicações de trabalhos em grupo;

- Construção e apresentação de trabalhos em pares e/ou em grupo;

- Simulação de atividades pedagógicas em sala de aula;

- Elaboração individual de um comentário reflexivo escrito acerca da intervenção prática.

 

Bibliografia / Fontes de Informação:

Alarcão, I. (Org.). A educação das crianças dos 0 aos 12 anos. Relatório do Conselho Nacional de Educação, CNE (2008). Disponível em http://www.cnedu.pt/files/ESTUDO.pdf.

 

 Alarcão, I. (Org.). Professores reflexivos em uma escola reflexiva, São Paulo: Cortez Editora. (2010).

 

Altet, M. (2000). Análise das Práticas dos Professores e das Situações Pedagógicas. Porto: Porto Editora.

 

Alves, R. (2002). A escola com que sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir. Porto: Asa Editores

 

Amstrong, T. (2001). Inteligências múltiplas na sala de aula. Porto Alegre: Artes Médicas.

 

Antunes, C. (2005). As inteligências múltiplas e os seus estímulos. Lisboa: Edições Asa.

 

Arends, R. I. (1995). Aprender a Ensinar. Lisboa: McGraw-Hill.

 

Bessa, N.; Fontaine, A. M. (2002). Cooperar para Aprender: Uma introdução à aprendizagem cooperativa. Porto: Edições Asa.

 

             Bogdan, R. & Biklen, S. (1994). Investigação qualitativa em educação: Uma introdução á teoria e aos métodos. Porto: Porto Editora.

Cadima, A., et al. (1997). Diferenciação Pedagógica no Ensino Básico: Alguns itinerários. Lisboa: Instituto de Inovação Educacional.

 

Caldeira, M. F. (2009). Aprender a matemática de uma forma lúdica. Lisboa: Escola Superior de Educação João de Deus.

 

Correia, L. M. (2008). Inclusão e Necessidades Educativas Especiais: Um guia para educadores e professores. Porto: Porto Editora.

 

Cosme, A.; Trindade, R. (2002). Manual de Sobrevivência para professores. Porto: Edições Asa.

          

           Estrela, A (1994) Teoria e Prática de Observação de Classes ? Uma estratégia de Formação de Professores. Porto: Porto Editora.

 

Estrela, A: Estrela, T. (1994). A técnica dos incidentes críticos no ensino. Lisboa: Estampa.

 

Fernandes, D. (2006). Para uma teoria da avaliação formativa. Revista Portuguesa de Educação, 19 (2), pp. 21-50.

 

Ferreira, C. A. (2007). A avaliação no quotidiano da sala de aula. Porto: Porto Editora.

 

Formosinho, J. (2007). O currículo uniforme pronto a vestir de tamanho único. Mangualde: Edições Pedago.

 

Formosinho, J. (2009). Formação de professores: formação profissional e acção docente. Porto: Porto Editora.

 

Freitas, L. V.; Freitas, C.V. (2002). Aprendizagem Cooperativa. Porto: Edições Asa.

 

Lebrun, M. (2008). Teorias e Métodos Pedagógicos para Ensinar e Aprender. Lisboa: Instituto Piaget.

 

Lopes, J. & Silva, H. (2009). A aprendizagem cooperativa na sala de aula. Um guia prático para o Professor. Lisboa: Lidel - Edições Técnicas Lda.

 

Lopes, J.; Silva, H. S. (2010). O professor faz a diferença. Na aprendizagem dos alunos. Na realização escolar dos alunos. No sucesso dos alunos. Lisboa: Lidel - Edições Técnicas Lda.

 

Lopes, J.; Silva, H. S. (2012). 50 Técnicas de Avaliação Formativa. Lisboa: Lidel - Edições Técnicas Lda.

 

Moreira, M. A. (2005). Aprendizagem Significativa Critica. Porto Alegre: Instituto de Física, UFRGS.

 

Morgado, J. (1999). A relação pedagógica. Diferenciação e inclusão. Lisboa: Editorial Presença.

 

Morgado, J. (2003a). Qualidade, Inclusão e Diferenciação. Lisboa: Instituto Superior de Psicologia Aplicada.

 

Perrenoud, P. (1995). Ofício de aluno e sentido do trabalho escolar. Porto: Porto Editora.

                

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Perrenoud, P. (2000a). Novas competências para ensinar. S. Paulo: Artmed.

 

Perrenoud, P. (2001). Porquê construir competências a partir da escola? Desenvolvimento da autonomia e luta contra as desigualdades. Porto: Asa.

 

Perrenoud, P. (2001a). A Pedagogia na escola das diferenças: Fragmentos de uma sociologia do fracasso. Porto Alegre: Artmed.

 

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Roldão, M. C. (2009). Estratégias de Ensino. O saber e o agir do professor. Vila Nova de Gaia: Fundação Manuel Leão.

 

Rief, S. Heimburge, J. (2000). Como ensinar todos os alunos na sala de aula inclusiva. Porto: Porto Editora.

 

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Silver, H. F.; Strong, R. W.; Perini, M. J. (2010). Inteligências múltiplas e estilos de aprendizagem. Para que todos possam aprender. Porto: Porto Editora.

 

Sousa, A. (2005). Investigação em Educação. Lisboa: Livros Horizonte.

 

Sousa, J. M. (2000a). O Professor como pessoa. A dimensão pessoal na formação de professores. Porto: Asa.

 

Trindade, R. (2002). Experiências Educativas e Situações de Aprendizagem. Novas práticas pedagógicas. Porto: Edições Asa.

 

Trindade, R.; Cosme, A. (2010). Educar e aprender na Escola. Questões, desafios e respostas pedagógicas. Vila Nova de Gaia: Fundação Manuel Leão.

 

Vieira, R.; Vieira, C. (2005). Estratégias de Ensino/Aprendizagem. Lisboa: Instituto Piaget.

 

Tomlinson, C. A. (2008). Diferenciação Pedagógica e Diversidade. Ensino de Alunos em Turmas com Diferentes Níveis de Capacidades. Porto: Porto Editora.

 

 

 

Legislação

 

Decreto-lei n.º 139/2012, de 5 de julho. Diário da República, 1.ª série, n.º 129. Lisboa: Ministério da Educação e Ciência

 

Decreto-Lei n.º 55/2018 de 6 de julho de 2018. Diário da República 1.ª série ? N.º129.

Decreto-Lei n.º 54/2018 de 6 de julho de 2018. Diário da República 1.ª série ? N.º129.

 

Martins, G., Gomes, C., Brocardo, J., Pedroso, J., Carrilho J., & Silva, L. (2017). Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória. Lisboa: Ministério da Educação/ Direção Geral da Educação.

 

Métodos e Critérios de Avaliação:

 

A avaliação terá em conta, numa vertente formativa as atitudes designadamente de índole ético-profissionais (assiduidade, participação pertinente dos estudantes, organização, gestão, controlo e planeamento das aprendizagens, relações interpessoais). Incluirá a avaliação periódica como modo de verificar em que medida os objetivos de aprendizagem foram atingidos. Assim, o modelo de avaliação adoptado é o B do Regulamento de Avaliação da Aprendizagem dos Estudantes da UMa. A aprovação nesta UC decorre da obtenção da classificação positiva (10/20), que corresponde à média aritmética das diferentes unidades avaliativas, tendo em conta a ponderação específica de cada uma delas, a saber:

         

1. Desempenho do estudante em contexto de 1º ciclo do ensino básico (Estágio) - 20%

2. Diário de bordo alusivo à prática pedagógica? 30%

3. Simulação a pares de uma intervenção prática ? 25%

4. Reflexão crítica, individual e escrita, fundamentada em suporte teórico,    

 baseado nas descrições e reflexões apresentadas no diário de bordo - 25%

 

      Notas importantes:

A adopção deste processo de avaliação deve-se à natureza da UC eminentemente teórico-prática. Quanto aos estudantes em situações especiais, deverão acordar com a docente da UC, as modalidades de avaliação alternativas, logo na primeira semana de aulas do 1º Semestre, e ainda preencher os requisitos previstos no Regulamento de Avaliação da Aprendizagem dos alunos da UMa.

            Pode recuperar 50% da avaliação através de exame de recurso.