Disciplina: Necessidades Educativas Especiais

Área Científica:

Educação

HORAS CONTACTO:

63 Horas

NÚMERO DE ECTS:

7,5 ECTS

IDIOMA:

Português

Objetivos Gerais:

Objectivos

  • Conhecer o atendimento às pessoas com Necessidades Educativas Especiais ao longo dos tempos

 

  • Conhecer e reflectir sobre a problemática das Necessidades Educativas Especiais (NEE) e Necessidades Especiais (NE);

 

  • Conhecer factores de risco, prevenção e intervenção na criança/jovem/ adulto com Necessidades Educativas Especiais/Especiais;

 

  • Saber relacionar-se com crianças/jovens/ adultos com NEE/NE;

 

  • Conhecer a importância do trabalho em equipa no atendimento a crianças/jovens/adultos com Necessidades Educativas Especiais;

 

 

  • Promover a reflexão sobre atitudes/comportamentos da família e sociedade face às pessoas com Necessidades Especiais tendo em vista formas de colaboração;

 

  • Transmitir aos alunos conhecimentos que lhes permitam colaborar na implementação de estratégias e técnicas junto de crianças/jovens/adultos com Necessidades Educativas Especiais;

 

 

  • Reconhecer os benefícios da inclusão escolar, social e laboral das pessoas com NE;

 

  • Reconhecer-se como elementos facilitadores da inclusão de crianças/jovens/adultos com NE; 

 

  • Alterar comportamentos e atitudes face às pessoas com Necessidades Especiais

Conteúdos / Programa:

Com esta unidade curricular pretende-se consciencializar os alunos para a realidade das Necessidades Educativas Especiais e promover a aquisição de competências no âmbito de metodologias e linhas orientadoras conducentes ao estudo e compreensão da temática e a uma intervenção holística e de inclusão.

Deseja-se, ainda, que os alunos desenvolvam competências de análise crítica e prospectiva no sentido da inovação, mudança e aperfeiçoamento contínuos, susceptíveis de alicerçar o seu devir profissional.

 

Introdução

A disciplina de Necessidades Educativas Especiais pretende ser um meio de informação, reflexão e análise de temáticas inerentes a esta problemática contribuindo para uma maior sensibilização e difusão de valores e princípios de solidariedade e cidadania preconizados na filosofia da Inclusão e difundida desde a Declaração de Salamanca, em 1994.

Assim as temáticas desta disciplina incidirão primeiro sobre a educação das pessoas com necessidades educativas especiais em contexto escolar e depois sobre a participação das pessoas com necessidades especiais na sua comunidade, ou seja em contexto de trabalho, lazer, vida social, entre outros.

Desta forma com a abordagem ao enquadramento legal queremos colocar os alunos perante a pertinência de conhecer e analisar de forma crítica e reflexiva os normativos (nas suas potencialidades e fragilidades) que orientam o sistema educativo e a integração/inclusão de crianças e jovens com necessidades educativas especiais.

Com a perspectiva evolutiva e os desafios que, desde 1994, a Declaração de Salamanca nos lança propomo-nos dar a conhecer pontos de vista que, associados à análise de práticas, com recurso a parcerias a diferentes níveis e integradoras dos acontecimentos e realidade vividos abrirão horizontes para o perspectivar de uma acção futura, mais contextualizada, negociada, pensada e fundamentada.  

 

 

Bibliografia / Fontes de Informação:

Ainscow, M. (Ed.)  (1991). Effective schools for all. London: Fulton .Publishers.

 

Ainscow, M.,  Porter,  G. & Wang,  M. (1997). Caminhos para escolas inclusivas. Lisboa: Instituto de Inovação Educacional.

 

Ainscow, M. (1998). Necessidades especiais na sala de aula: um guia para a formação de professores.  Lisboa: Instituto de Inovação Educacional / UNESCO.

         

Albuquerque, C. P. (2003). A avaliação do processamento fonológico nas dificuldades de aprendizagem da leitura. Psychologica, 34, 155-176.

 

Albuquerque, C. P. (2005). Deficiência mental ligeira: Funcionalidade e transição da escola para a vida activa. Revista Portuguesa de Pedagogia, 39, 89-110.

Alves, Rubem (2001). A Escola com que Sempre Sonhei sem Imaginar que Pudesse Existir. Porto: Edições ASA.

Amaral, I. e Ladeira, F. (1999). Alunos com multideficiência nas escolas do ensino regular. Lisboa: DEB  

 

APA (2014). Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais. Quinta Edição (DSM-5). (J. C. Fernandes, Ed.). Lisboa. Climepsi Editores.

 

Arends, Richard I.(1995). Aprender a Ensinar. Lisboa: Editora McGraw-Hill de Portugal. Lda.


Bairrão, J. (Coord.) (1998). Os alunos com necessidades educativas especiais.

 

Bairrão, J. & Almeida, I. C. (2003). Questões actuais em intervenção precoce. Psicologia, 17, 15-30.

 

Bautista, Rafael (1997), Necessidades Educativas Especiais, Dina Livro

 

 Berlo, David (1989). O Processo de Comunicação. S. Paulo: Martins Fontes.


Bradley, R., Danielson, L. & Hallahan, D. P. (Eds.) (2002). Identification of learning disabilities. Research to practice (pp. 791-804). Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum Associates.

 

Carita, A. (1992). A indisciplina na sala de aula ? como prevenir? Como remediar?. Lisboa: Editorial Presença.

 

Carita, A. (1999). O conflito na sala de aula: representações mobilizadas pelos professores. Análise psicológica, XVIII  (1), 79-95.


Castro, S. L. & Gomes, I. (2000). Dificuldades de aprendizagem da língua materna (pp. 124-150). Lisboa: Universidade Moderna.

 

Correia, L. M. (1997). Alunos com necessidades educativas especiais nas classes regulares. Porto: Porto Editora.

 

 

Correia, Luís Miranda e Ana Maria Serrano, Envolvimento Parental em Intervenção Precoce. Das práticas Centradas na Criança às Práticas Centradas na Família.

 

Correia, Luís Miranda, Alunos com Necessidades Educativas Especiais nas Classes Regulares

 

Costa, A. (1996). Escola inclusiva:do conceito à prática. Inovação, 9  (1/2), 151-163.


Costa, A. M. B., Leitão, F. R., Santos, J., Pinto, J. V. & Fino, M. N. (1996).

 

Costa, A., leitão,  F., Santos,  J., Pinto, J. & Fino, M. (1996). Formulários utilizados na caracterização do aluno no seu contexto familiar, escolar e social e na elaboração do programa educativo: avaliação do projecto de investigação sobre currículos funcionais.  Lisboa: Instituto de Inovação Educacional.

 

 Costa, A., leitão,  F., Santos,  J., Pinto, J. & Fino, M. (1996). Currículos funcionais ? manual para a formação de docentes.  Lisboa: Instituto de Inovação Educacional.

 

Crombie, M. (2002). Dealing with diversity in the primary classroom-A challenge for the class teacher. In G. Reid & J. Wearmouth (Eds.). Dyslexia and literacy. Theory and practice (pp. 230-240). Chichester: John Wiley & Sons.

 

Cruz, V. (1999). Dificuldades de aprendizagem ? fundamentos. Porto: Porto Editora.

 

Cruz, Vítor e Vítor da Fonseca, Cognição e Aprendizagem.

 

Defior, R. (1998). Conocimiento fonológico y lectura: El paso de las representaciones inconscientes a las conscientes. Revista Portuguesa de Pedagogia, 32, 5-27.

 

Dias, Colôa,  Lisboa, Joaquim (1999) ?A Problemática da relação Família/Escola e a criança com NEES?, Secretariado Nacional para a Reabilitação e Integração das Pessoas com Deficiência.

 

Duane (Ed.), Reading and attention disorders: Neurobiological correlates (pp.43-59). Maryland: York Press.

 

Dyslexia International ? Tools and Technologies (DIIT) (2002). Choque linguístico ? A dislexia nas várias culturas (J. Silva, Trad, pp. 13-32). Bruxelas: DIIT.

 

European Agency for Development in Special Educational Needs (2003). Special needs education in Europe. Middlefart: European Agency for Development in Special Educational Needs.

Fachada, Maria Odete (1991). Psicologia das Relações Interpessoais. Lisboa: Edições Rumo.

Fawcett, A. J., Nicolson, R. I. & Maclagan, F. (2001). Cerebellar tests differentiate between groups of poor readers with and without IQ discrepancy. Journal of Learning Disabilities, 34, 119-135.


Felgueiras, I. (1994). As crianças com necessidades educativas especiais. Como as educar? Inovação, 7(1), 23-35.

Ferreira, Manuela S. e SANTOS, Milice R.(1994). Aprender a Ensinar, Ensinar a Aprender. Porto: Edições Afrontamento.

Filipek, P. A., Pennington, B. F., Simon, J. H., Filley, C. M. & DeFries, J. C. (1999). Structural and functional neuroanatomy in reading disorder. In D. D.

Métodos e Critérios de Avaliação:

A avaliação terá em conta, numa perspectiva formativa, as atitudes nomeadamente de índole ético-profissionais (assiduidade e participação pertinente dos alunos). Incluirá a avaliação periódica como modo de confirmar em que medida os objectivos de aprendizagem foram atingidos. O modelo de avaliação adoptado é o B do Regulamento de Avaliação da Aprendizagem do aluno da UMa. A aprovação passa pela obtenção da classificação positiva 10/20, de acordo com as unidades avaliativas e a ponderação específica de cada uma delas, a saber:

 

Trabalhos individuais - 1 Frequência (50%)

Trabalhos em grupo (50%) - Elaboração de um trabalho escrito a partir da revisão da literatura e de um trabalho de campo desenvolvido pelos estudantes e apresentado oralmente pelos elementos do grupo.

NOTAS IMPORTANTES

A adopção deste processo de avaliação determina a frequência obrigatória de uma elevada percentagem de aulas (três quartos, ou seja, 75%), sem a qual a aprovação do aluno nesta UC fica comprometida. Quanto aos estudantes em situações especiais, deverão acordar com o docente da UC, as modalidades de avaliação alternativas à aqui exposta, logo na primeira semana de aulas do 1º Semestre, e, ainda, preencher os requisitos previstos no Regulamento de Avaliação da Aprendizagem dos alunos da UMa. Qualquer um dos elementos de avaliação aqui referidos tem de ser realizado pelos estudantes durante o 1º Semestre, e devem obter a nota mínima de 9,5 valores. Os alunos podem recuperar a avaliação do trabalho individual ? frequência (a) na época complementar de recurso. As outras avaliações não são recuperáveis em época de recurso uma vez que estão integradas na componente de prática laboratorial. As unidades avaliativas realizadas com sucesso são integradas na avaliação recuperada por exame, com uma ponderação não superior a 50%. Todos os trabalhos entregues após a data marcada para a entrega não serão considerados.

Regente da Disciplina:

Maria José de Jesus Camacho