Disciplina: Educação Comparada

Área Científica:

Educação

HORAS CONTACTO:

63 Horas

NÚMERO DE ECTS:

7,5 ECTS

IDIOMA:

Português

Objetivos Gerais:

- Reconhecer a importância do estudo comparado dos fenómenos educativos.

- Conhecer os principais modelos de análise e métodos de investigação em Educação Comparada.

- Articular a elaboração e implementação das políticas de educação em Portugal com os processos de reestruturação da educação a nível internacional nomeadamente no espaço europeu.

Espera-se que o aluno do decorrer das atividades quer teóricas quer práticas desenvolva as seguintes competências de natureza genérica: instrumentais (capacidades cognitivas, metodológicas, digitais e linguísticas); interpessoais (capacidades pessoais e sociais de interação e cooperação) e sistémicas (capacidades que relacionem os diversos sistemas de conhecimentos, atitudes e valores na resolução de problemas de natureza prática).

Conteúdos / Programa:

1. Definição, Fins e Desenvolvimentos da Educação Comparada.

2. Visões e conceitos históricos da Educação Comparada.

3. O Método da Educação Comparada.

4. Globalização e Educação.

5. A Dimensão Europeia da Educação.

Bibliografia / Fontes de Informação:

Arroteia, J. (1993). Estudos em Educação Comparada: contributo para a elaboração de uma tipologia dos sistemas educativos. Aveiro: Universidade de Aveiro.

Bonitatibus, S. (1989). Educação Comparada: conceito, evolução, métodos. São Paulo: EPU-Editora Pedagógica e Universitária, Ltda.

Cowen, R.; Kazamias, A. & Ulterhalter, E. (Org.). (2012). Educação Comparada. Panorama Internacional e Perspetivas (Vol. 1 e 2). Brasília: UNESCO.

Dale, R. (2004). Globalização e educação: demonstrando a existência de uma ?cultura educacional comum? ou localizando uma ?agenda globalmente estruturada para a educação?? In Revista Educação e Sociedade. Campinas, vol. 25, n. 87, p. 423-460, maio/agosto.

Dale, R. & Robertson, S. (2009). Globalisation & Europeanisation in Education. Oxford: Symposium Books.

Ferreira, A. G. (n.d.). Elementos fundamentais para a compreensão do estudo da Educação Comparada. Coimbra: Núcleo de Análise e Intervenção Educacional da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra.

Filho, Lourenço. (2004).Educação Comparada. (3.ª ed.). Brasília: MEC/Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira.

Groux, D. (2002). Dictionnaire d? Éducation Comparée. (dir).Paris: L?Harmattan.

Hans, N. (1961). Educação Comparada. São Paulo: Companhia Editora Nacional.

Mialaret, G. & Debesse, M. (1977). (Org.).Tratado das Ciências Pedagógicas 3. Pedagogia Comparada. São Paulo: Companhia Editora Nacional.

Nóvoa, A. (1998). Histoire & Comparaison (Essais sur l?Éducation). Lisboa: Educa.

Pariz,J. (2004). A formação inicial do professor para os primeiros anos da educação básica no Brasil e em Portugal. Dissertação de Mestrado. Lisboa: Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.

Schriewer, J. & Pedró, F. (1993). (Org.). Manual de Educación Comparada. Vol. 2. Teorias, investigaciones, perspectivas. Barcelona:PPU.

Stoer, S. & Cortesão, L. (2005). Cartografando a transnacionalização do campo educativo: O caso português. In Santos, B.de S. (Org.) Globalização: Fatalidade ou Utopia? Porto: Edições Afrontamento.

Teodoro, A. (1982). O Sistema Educativo Português. Situação e perspectivas. Lisboa: Livros Horizonte.

Teodoro, A. (2001). A construção política da educação. Estado, mudança social e políticas educativas no Portugal contemporâneo. Lisboa: Edições Afrontamento.

Teodoro, A. (2001). Organizações internacionais e políticas educativas nacionais: A emergência de novas formas de regulação transnacional,ou uma globalização de baixa intensidade. In Stoer, S., Cortesão, L. &Correia,J. (Orgs.) Transnacionalização da educação: da crise da educação à ?educação? da crise. Porto: Edições Afrontamento. pp.125-161.

Métodos e Critérios de Avaliação:

A avaliação dos alunos é processual e contínua e pressupõe uma frequência mínima obrigatória de 80% das aulas lecionadas, o que equivale a 48 horas do total de 60 horas da carga horária da UC. O modelo de avaliação adotado é o Modelo de Avaliação A e inclui os seguintes elementos de avaliação:

Elementos de avaliação

  1. Prova escrita individual (frequência): enquanto forma de avaliação crítica e reflexiva sobre os conteúdos desenvolvidos na aula pelo docente, contemplando a possibilidade de serem abordadas temáticas apresentadas pelos grupos de trabalho (50% da nota final). A nota mínima para aprovação nesta UC é de 9,5 valores neste elemento de avaliação.
  2. Trabalho de pares: elaboração de um e-portefólio, com a inclusão dos materiais recolhidos e reflexão crítica correspondente, que sustentem a descrição cuidada de um sistema educativo de um dos Estados Membros da União Europeia[1], em comparação com o sistema educativo português, com enfoque numa determinada temática (40% da nota final).A nota mínima para aprovação nesta UC é de 9,5 valores neste elemento de avaliação.
  3. Assiduidade e observação direta da participação/intervenção dos alunos sobre todas as atividades desenroladas na aula(10% da nota final).Àassiduidade a todas as sessões e respetiva participação será atribuído 2 valores (1 pela participação assertiva nas aulas e 1 pela assiduidade).

Critérios

1 falta - 0,8; 

2 faltas - 0,6;

3 faltas - 0,4;

4 faltas - 0,2;

+ de 4 faltas - 0

(Por falta, entende-se a ausência a 1 bloco de 2 horas).

 



[1]A União Europeia é formada por 28 países:Alemanha (1958); Áustria (1995); Bélgica (1958); Bulgária (2007); Chipre (2004); Croácia (2013); Dinamarca (1973); Eslováquia (2004); Eslovénia (2004); Espanha (1986); Estónia (2004); Finlândia (1995); França (1958); Grécia (1981); Hungria (2004); Irlanda (1973); Itália (1958); Letónia (2004); Lituânia (2004); Luxemburgo (1958); Malta (2004); Países Baixos (1958); Polónia (2004); Portugal (1986); Reino Unido (1973); República Checa (2004); Roménia (2007) e Suécia (1995)